A Google anunciou esta semana (19.03) o lançamento de um serviço semelhante à Netflix onde vais poder, virtualmente, jogar qualquer jogo em tempo-real e em qualquer dispositivo: seja o teu desktop, laptop, tablet ou smartphone. Isto sem a necessidade de fazeres download de ficheiros de instalação ou patches, bastando abrir um separador no Google Chrome e ter acesso imediato a um poder computacional maior do que uma PS4 Pro e uma Xbox One X juntas. Como? Nós explicamos.

O Stadia, segundo a tecnológica, irá processar a última versão do videojogo à tua escolha em alta-resolução através do seu data-center, codificá-lo em stream e fazer chegar a stream ao dispositivo que escolheres. Cada servidor do Stadia vai estar configurado com um processador x86 de 2.7GHz, 16GB de RAM e uma AMD GPU com 10.7 teraflops (operações de ponto flutuante por segundo).

Na prática, vais poder jogar o último videojogo lançado no mercado em 4K e 60fps com meros 30Mb de largura de banda, com a promessa de dobrar para os 8k e 120fps no futuro.

Um dos problemas em cima da mesa será a latência de input em locais cujo o acesso à internet é mau. A Google anunciou ainda o lançamento de um comando que utiliza a rede wi-fi para se ligar directamente à Google Cloud para evitar o lag, mas este ainda não está concluído. Contudo, segundo a empresa, os utilizadores vão poder utilizar qualquer comando – desde que o dispositivo escolhido para jogar o permita, claro.

Ficam por saber algumas coisas deste ambicioso plano, nomeadamente, quanto à necessidade de ter um bom serviço de internet para manter a conexão com a cloud e não baixar a a pique tanto a jogabilidade como a qualidade dos gráficos do jogo, bem como qual será o preço desta ambiciosa inovação, como será cobrado (se por mensalidade, como a Netflix, ou por jogo, como a Steam), e que videojogos vão estar disponíveis neste serviço.

Prevê-se que o Stadia será lançado ainda este ano nos EUA, Reino Unido e Canadá mas ainda não se sabe quando é que os gamers portugueses lhe terão acesso.

UMA IDEIA QUE NÃO AGRADA A TODOS.

Quem não deve ter achado piada nenhuma são as empresas de hardware para PC’s e consolas. Quem vai precisar de comprar a última PlayStation lançada no mercado ou um Corsair One i160 quando pode rodar qualquer jogo no seu velhinho smartphone?

Só mesmo se a ligação à Google Cloud for má, os preços praticados forem considerados excessivos pelos utilizadores, ou os jogos disponíveis não agradarem é que se poderão manter fiéis às suas marcas de eleição.

Até lá, a estratégia passa por apostar mais em outros mercados, como é o caso da Nvidia – que anunciou uma colaboração mais estreita com a Toyota de forma a que a construtora de automóveis possa utilizar a sua plataforma para treino de redes neurais profundas, testes, validação e lançamento dos seus carros autónomos.

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