Quem comprou jogos online, certamente já ouviu falar da Steam. Esta loja online da Valve tem lucrado com 30% de todos os conteúdos cujos desenvolvedores colocam à disposição na sua plataforma para os gamers do mundo inteiro. É assim que mantém o monopólio de um dos mercados que mais tem crescido nos últimos anos – hegemonia que pode ter os dias contados.

crédito: technosystem

Quando o Discord entrou no jogo, em 2015, já o mercado de chats de voz para gamers era segmentado entre Teamspeak 3, Ventrilo, Mumble, Curse – entretanto adquirido pela plataforma de streaming Twitch -, Skype e mais uns quantos.

Quase quatro anos depois, feita a penta-kill nos principais concorrentes, o Discord assume-se como a principal aplicação para comunicar no mundo dos videojogos com, segundo a empresa, mais de 200 milhões de utilizadores.

É a partir desta base fortificada que a plataforma planeia agora o raid a um novo mercado, desta vez o das plataformas de desenvolvimento e distribuição de jogos de video, tendo anunciado a abertura da sua loja à escala global e a intenção de dar 90% dos lucros de cada título aos desenvolvedores já a partir de 2019.

Quem também entrou na Guild versus Guild, no início deste mês, foi a EpicGames. Popular pelo velhinho Unreal Tournament e fortalecida pelo recente sucesso de Fortnite, a editora decidiu investir na sua loja e dar 88% dos lucros aos developers, o que obrigou a Steam a alterar os parâmetros e passar a pagar 75% das receitas aos jogos que ultrapassem os €10 milhões e 80% quando o título alcança a barreira dos €50 milhões.

A indústria dos videojogos move cada vez mais multidões… E milhões. Os lucros, em 2018, ultrapassaram os €120 mil milhões – em que mais de €20 mil milhões dos quais dizem respeito à quota parte do mercado pelo qual Steam, Epic Games e Discord competem agora.

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